sexta-feira, 15 de agosto de 2025

Ajuste de Rota? O que o Balanço do 2T de 2025 do Banco do Brasil Revela

Ajuste de Rota? O que o Balanço do 2T de 2025 do Banco do Brasil Revela

O Banco do Brasil (BBAS3) divulgou os resultados do segundo trimestre de 2025, reportando um lucro líquido ajustado de R$ 3,8 bilhões. Esse valor representa uma queda de 60% em relação ao mesmo período do ano anterior e ficou abaixo das projeções de R$ 4,99 bilhões do consenso da LSEG.

Apesar da queda no lucro, a carteira de crédito expandida do banco cresceu 11,2% em comparação anual, atingindo R$ 1,24 trilhão. O destaque foi o avanço em crédito para pessoas jurídicas e agronegócio, que cresceram 14,7% e 8%, respectivamente.

Um ponto de atenção no balanço foi o aumento de 89,3% nas perdas esperadas por empréstimos no primeiro semestre. O banco atribuiu esse crescimento à inadimplência nas carteiras de agronegócios e Micro, Pequenas e Médias Empresas, e informou que está tomando medidas para revisar os fluxos de cobrança e reforçar o relacionamento com os clientes. A presidente do BB, Tarciana Medeiros, mencionou que 2025 é um ano de ajuste para que o crescimento futuro possa ser acelerado.

Em resumo, os resultados do 2T de 2025 do Banco do Brasil indicam um trimestre de ajustes, com um lucro abaixo do esperado, mas com um crescimento contínuo da carteira de crédito.

"Quem tem, mantenha, quem não tem, compre”, diz CEO

A presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, enviou um recado direto aos investidores em uma coletiva de imprensa sobre os resultados do 2º trimestre de 2025. Questionada sobre a recente volatilidade das ações (BBAS3), ela foi clara: "Quem tem, mantenha, quem não tem, compre".

A declaração demonstra a confiança da liderança na performance futura do banco. Medeiros também rebateu a ideia de um "componente político" nas atividades do BB, destacando que o verdadeiro fator é o "componente país".

Apesar dos desafios, como o aumento da inadimplência no agronegócio, o banco se mostra confiante em suas estratégias. A CEO afirmou que o problema não é sistêmico e afeta cerca de 20 mil clientes, e que a instituição está reforçando as ações de cobrança e renegociação.

Em suma, a mensagem do Banco do Brasil é de confiança e otimismo, buscando tranquilizar o mercado e reforçar a tese de que a empresa tem bases sólidas para o crescimento.

domingo, 10 de agosto de 2025

DEVA11: Uma Análise Detalhada do Relatório Gerencial

DEVA11: Uma Análise Detalhada do Relatório Gerencial de Junho de 2025



Para os investidores que acompanham o mercado de Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs), a análise dos relatórios gerenciais é fundamental para a tomada de decisões. O DEVA11, gerido pela Devant Asset, divulgou seu relatório referente a junho de 2025, apresentando destaques importantes sobre performance, rendimentos e a gestão de seu portfólio.

Destaques e Performance

O fundo DEVA11 é focado em rendimentos e ganhos de capital de ativos financeiros com lastro imobiliário, principalmente Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI). No mês de junho, o fundo distribuiu

Nos últimos 12 meses, o fundo distribuiu um total de R$ 5,30 por cota, com um dividend yield de 15,85%

A cota de mercado fechou o mês a R$ 33,43, enquanto a cota patrimonial está em R$ 98,18, mostrando que o fundo está sendo negociado com um P/VP (Preço/Valor Patrimonial) com desconto.

A distribuição de dividendos de junho foi influenciada por um menor nível de inflação (IPCA) no período de correção das operações, resultando em um resultado de cerca de R$ 0,44 por cota. A carteira de CRIs do fundo tem uma taxa média ponderada de IPCA + 10,66% ao ano, e 99% da carteira oferece proteção contra a deflação.

Atualizações do Portfólio e da Gestão

O relatório destaca a atuação da gestão em relação a dois CRIs que representam parte significativa do Patrimônio Líquido do fundo: WAM (7,19% do PL) e Pride (4,11% do PL). Em junho de 2025, foram realizadas Assembleias Gerais de Titulares para reestruturar estas operações:

  • CRI WAM: Foi aprovado um novo período de carência para amortizações e juros, com validade até dezembro de 2025.

  • CRI Pride: Foi concedida carência para o pagamento das amortizações até julho de 2025, com substituição das garantias por novos empreendimentos.

  • A gestão do fundo continua a acompanhar mensalmente os indicadores operacionais e financeiros das empresas que receberam concessões de

    waivers e trabalha em conjunto com as securitizadoras na recuperação de ativos inadimplentes.

  • Atualização Regulatória

  • Em 10 de junho de 2025, o regulamento do DEVA11 foi atualizado para se adequar à Resolução CVM 175. Com essa mudança, o fundo agora é de responsabilidade limitada, o que garante maior proteção jurídica aos cotistas

    O DEVA11 possui um total de 88.417 cotistas e uma liquidez média diária de R$ 1,665 milhões.


    Aviso: O conteúdo acima é uma análise baseada no relatório gerencial de junho de 2025 do DEVA11 e não deve ser considerado uma recomendação de investimento. A rentabilidade passada não garante rentabilidade futura. É fundamental que cada investidor realize sua própria análise e due diligence antes de investir.

  • URPR11 - Uma Análise do Relatório Gerencial

     

    URPR11 - Uma Análise do Relatório Gerencial de Junho de 2025



    Olá, investidor! Trazemos hoje uma análise detalhada do relatório gerencial de junho de 2025 do URCA PRIME RENDA FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO (URPR11). O fundo, com foco em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) pulverizados de empreendimentos residenciais, apresenta um cenário de gestão ativa e distribuição mensal de rendimentos.


    Destaques do Mês e Considerações do Gestor

    O mês de junho foi marcado por importantes avanços nos empreendimentos do fundo. O empreendimento Maravista atingiu R$ 161 milhões em vendas. A operação Mariana Maria foi concluída, resultando em um alívio de caixa de R$ 18 milhões para o fundo, com aporte de ao menos R$ 1 milhão por mês. Além disso, as obras do empreendimento Nilo foram retomadas, com previsão de término ainda em 2025. Em contrapartida, o fundo está renegociando a operação Pardini para pagamento em parcelas sucessivas em 36 meses, a fim de melhorar o caixa no curto prazo.


    O cenário macroeconômico brasileiro, segundo o relatório, mantém-se relativamente estável. No entanto, a taxa básica de juros ainda está elevada, o que dificulta uma recuperação econômica mais robusta. A valorização das commodities e a manutenção de juros restritivos nos EUA têm sustentado o real, mas o relatório alerta que, sem uma melhora nos fundamentos internos, como as reformas fiscais, esse alívio cambial pode ser temporário.


    Performance e Rendimentos

    A cotação do URPR11 na B3 fechou junho em R$ 40,35, com um Patrimônio Líquido de R$ 1.170 milhões e um Valor Patrimonial por Cota de R$ 99,72. No que diz respeito aos rendimentos, o fundo distribuiu R$ 0,45 por cota no mês. Este valor representa um dividend yield mensal de 0,45% e anual de 5,42%, equivalendo a uma remuneração de 48,39% do CDI no mês. Nos últimos doze meses, o fundo distribuiu R$ 9,60 por cota, com um dividend yield de 9,63% no período.


    A demonstração do resultado do exercício em regime de caixa mostra que o fundo apurou R$ 0,71 por cota em recebimentos em junho. Após deduzir R$ 0,20 de amortizações e R$ 0,06 de despesas, o resultado distribuível foi de R$ 0,45 por cota. O fundo optou por não usar a reserva de lucro, distribuindo o valor integralmente.


    Mercado Secundário e Liquidez

    A liquidez média diária do URPR11 em junho foi de R$ 1,665 milhões. O número de cotistas do fundo é de 73.135. O volume negociado no mês foi de R$ 33,300 milhões, com um giro de 6,77%. A cota de fechamento apresentou uma queda ao longo do ano, partindo de R$ 82,93 em julho de 2024 para R$ 40,35 em junho de 2025.